sábado, 29 de dezembro de 2012

Planos de leitura para 2013

Existem muito autores que desejo ler e procurei os exemplares disponíveis na biblioteca que tenho acesso. Gosto muito de terror e ficção científica e fantasia, então tentei seguir conselhos de pessoas que entendem mais que eu para selecionar os próximos livros a serem lidos. Acho que fui muito ganancioso, pois fiz uma lista inicial de 41 exemplares. E não quer dizer que eu não possa incluir mais. Minha seleção foi primeiramente baseada nos autores.

Primeiro gostaria de ler os livros que faltam do Paulo Coelho. Dos disponíveis na biblioteca, selecionei três:
- O dom supremo
- O Zahir
- O vencedor esta só

Gosto de ouvir o Podcast Ghostwriter que fala sobre literatura e em um dos programas os participantes indicaram alguns livros que eles achavam que eram os melhores que já tinham lido na vida. Gostei da resenha que fizeram e já coloquei alguns deles na minha lista: - O sol e para todos - Lee, Harper - Confie em mim - Updike, John - Paranoia - Joseph Finder - Coma - Cook, Robin

Um dos integrantes do podcast Ghostwriter já é escritor de longa data, o Luis Eduardo Matta. Fiquei interessado em ler alguma obra sua, então coloquei dois dele na minha lista:
- Ira implacável;
- Morte no colégio.

2012 foi o ano que descobri o talento de Stephen King. Já o conhecia através dos filmes e era fã sem lê-lo. Mas fiquei mais fã depois que li alguns de seus livros. Claro que coloquei mais algumas obras dele para o ano que vem:
- Depois da meia-noite;
- A hora do vampiro;
- A maldição do cigano.

Depois de ouvir o nerdcast onde falam sobre H.P.Lovecraft, tive que incluí-lo na minha lista. Tenho que ver se ele é tão bom quanto dizem. Que ele descreve situações oníricas que trazem o terror verdadeiro na mente do leitor.
- A cor que caiu do céu;
- Dagon;
- O chamado de Cthulhu e outros contos.

Já na parte de ficção científica, os amantes deste gênero sempre falam sobre a trinca de ouro: Bradbury, Clarke e Asimov. Dos três já li muito Asimov e concordo que ele é excelente. Do Arthur C. Clarke só vi os filmes, que por sinal são muito bons. Como sou fã do gênero, tenho que ler alguma obra desses três escritores. Segue os livros que selecionei da trinca mágica.

Ray Bradbury:
- As cronicas marcianas
- Fahrenheit 451
- O viajante do tempo

Isaac Asimov (apesar de já ter lido vários de seus livros, nunca li sua maior obra: a Fundação. É obrigação conhecer.
- Fundação;
- Fundacao e Império;
- Fundacao II;
- Sonhos de robô.

Arthur C. Clarke:
- 2001: odisseia espacial;
- 2010 : uma odisseia no espaco II;
- 3001: a odisseia final;
- O berco dos super-humanos;
- O fim da infância.

Eu assisti ao filme Jogos Vorazes e gostei muito. Não pelo filme em si, que é meio água com açúcar, mas sim na idéia que a autora quis passar, no universo distópico que criou. E me disseram que o livro é mais rico em detalhes. Me interessei.
Suzanne Collins:
- Jogos vorazes;
- Jogos vorazes 2
- Jogos vorazes 3.

Bernard Cornwell é Deus para os amantes da época medieval européia. Ele consegue escrever ficção om fatos históricos como se fosse um historiador aventureiro. Tem duas trilogias que comecei, mas não segui. Pretendo encerrá-las neste ano:
Trilogia Busca do Graal:
- O Arqueiro (já li);
- O andarilho;
- O herege.
Trilogia As Crônicas de Arthur:
- O Rei do Inverno (já li);
- O inimigo de Deus;
- Excalibur.

Voltando à ficção científica, preciso ler outro livro considerado sagrado para os amantes deste gênero: Duna, de Frank Herbert.
- Um estranho numa terra estranha - Heinlein, Robert

E mais livros de terror:
- Branca dos Mortos e os 7 Zumbis – Abu Fobiya;
- Assassinatos na rua Morgue e outras historias - Edgar Allan Poe
- Contos de terror, de misterio e de morte - Poe, Edgar Allan

Tem mais alguns outros livros que tenho aqui em casa que eventualmente podem serem lidos também:
- O Cemitério de Praga – Umberto Eco
- Guia Politicamente Incorreto da América Latina, Leandro Narloch, Duda Teixeira
- Lolita - Vladimir Nabokov
- O encontro marcado - Sabino, Fernando.

Vamos ver quantos por cento consigo ler desta pequena lista.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Análise do meu progresso – Livros e Caminhadas - 2012

Tenho diversas áreas onde desejo melhorar na minha vida. Muitas são imensuráveis e é difícil calcular se estamos progredindo ou regredindo. Mas podemos medir outras coisas também. Acho que só podemos mudar nossa vida se tivermos o controle e o conhecimento do que fazemos hoje Mara fazer mais e melhor amanhã. É por isto que eu comecei a marcar um caderninho algumas rotinas minhas para ver o que faço hoje e comparar com o ano que vem.

Um exemplo é a leitura. Posso medir a quantidade que estou lendo. Neste ano de 2012 li 24 livros. Considero um número bem baixo em relação ao que eu já li nos anos passados. Mas eu também tenho outro controle, de páginas lidas. Os livros que costumo ler são bem grandes. Só neste ano li dois livros com mais de 800 páginas cada. Neste ano li, até hoje, 9098 em 361 dias. O que dá uma média de 25,20 páginas lidas por dia! A idéia é tentar ler no ano que vem mais do que este número.

Já na área do esporte tenho números muito ruins. Uma caminhada, no meu ritmo, dá em média 5 km a cada 1 hora. Até hoje tenho 201 horas de caminhadas em 2012. Quer dizer que dos 361 dias, 8 dias e 9 horas eu passei caminhando apenas por esporte e não indo a algum lugar. Se multiplicarmos estas 201 horas por 5 quilômetros, chegaremos à marca de 1005 km percorridos.

Pena que caminhar não faz perder peso porque senão eu era magrinho. Para perder peso devemos correr ao invés de apenas caminhar. Tentei isto no início do ano, em janeiro de 2012, mas fiquei com preguiça no resto do ano. Em janeiro fiz 47,5 km. Acho que se eu mantiver a vontade por mais tempo, consigo bater esta meta facilmente em 2013.

A idéia é sempre melhorar né. Então além de caminhadas, farei mais corridas e outros exercícios que vou também marcar meu progresso. E na parte de leitura, pretendo estudar matérias que exigem mais concentração e esforço. Agora na hora do planejamento é tudo muito fácil falar. Quero ver semana que vem. Rezo a Deus para ter força de vontade em buscar e alcançar meus objetivos.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Feliz Natal 2012

Feliz Natal e que todos tenham bons momentos com a família nestes dias. É engraçado, mas acho que só no Brasil o povo solta fogos na virada do dia 24 para o dia 25 de Natal. Pensam que é final do ano. Pobre adora soltar fogos e gastar dinheiro com esta porcaria. Pagar conta de água e luz não paga, mas estourar um rojão quando o Corinthians faz um gol é obrigação. Torra grana em presentes e em fogos de artifício no Natal e entra pro SPC em janeiro.

Quem me conhece sabe que não sou fã dessas festividades e minhas críticas à data ser mais comercial que religiosa, mas este assunto não vem ao caso. Gostaria de comentar que muita gente não comemora o Natal do jeito que ele foi criado. É uma data cristã, católica, que celebra o natal, ou o nascimento do messias do cristianismo. Logo todas as outras religiões que não tem ele como o messias teoricamente não comemorariam este dia, como os judeus, os mulçumanos, os budistas e os hindus só para citar algumas que somadas já devem fazer mais de 70% da população mundial.

Li uma pesquisa recente que a quantidade de cristãos caiu de 35% para 32% no mundo. E isto é os que se declaram cristãos. Eu sou batizado na igreja católica e se alguém me perguntasse, eu diria que sou católico de batismo e entraria na mesma porcentagem de cristãos do mundo, mas não sigo a religião como um fiel deveria seguir. Tenho outras crenças na vida e acredito que outras pessoas têm o mesmo comportamento que o meu. Muito cristão não tem uma vida religiosa, não comparece à igreja e nem lê textos bíblicos. Teoricamente este povo não comemora o nascimento de Jesus.

Se juntarmos todas as religiões do mundo que não crêem em Cristo como salvador e mais os cristãos de batismo que não seguem a religião por não acreditarem em seus preceitos, a quantidade de gente que comemora o natal como uma data religiosa cai drasticamente. Mesmo assim, o final do ano, principalmente nas ultimas duas semanas, são celebrados em todo o mundo independente de sua crença por ser a passagem do ano. Mesmo os Judeus que tem outro calendário e celebram a virada do ano em outra data comemoram com os outros a passagem Gregoriana.

Acho curioso quando o UOL escreve matérias de como “os outros”, os não-cristãos, comemoram a passagem do ano como se eles fossem exceção e não a regra. Os cristãos é que são a minoria no mundo e não o contrário. E todos comemoram o Natal e o ano novo, pelo menos no Brasil. É uma época de festas. No Japão o dia 25 de dezembro é feriado como aqui, mas lá não é natal e sim aniversário do Imperador. Que imperador? Não sei, mas é comemorado nesta data.

E para os cristãos de plantão, vai uma informação: Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Eu acredito que Jesus realmente existiu e foi um líder em seu povo e contestador do regime ditatorial da época, mas nasceu em outra data. Sabe de onde o pessoal escolheu esta data específica? De outro deus da antiguidade chamado Hórus. Veja abaixo quem foi Hórus e repare na incrível coincidência (coincidência?) com o Jesus de Nazaré:

• Ele nasceu em 25 de dezembro de uma virgem - Isis Maria
• Uma estrela no Oriente proclamou a sua chegada
• Três reis foram adorar o "salvador" recém-nascido
• Aos 12 anos de idade, quando ainda um menino, ele tornou-se um professor prodígio
• Aos 30 anos ele foi "batizado" e começou um "ministério"
• Hórus tinha doze "discípulos"
• Hórus foi traído
• Ele foi crucificado
• Ele foi sepultado por três dias
• Ele foi ressuscitado depois de três dias


Enfim. Religiões a parte, desejo boas festas a todos nestas ultimas semanas de 2012. Que o ano seguinte seja melhor que este que passou!

domingo, 23 de dezembro de 2012

Loucura dos Clubes Paulistas

O mercado da bola pega fogo agora nas férias dos jogadores no final do ano. Várias propostas dos times do exterior tentando comprar nossos craques e nossos times tentando arrumar a casa. Mas vamos analisar as compras e vendas e possíveis contratações dos times.

O Corinthians está lutando pra tentar segurar seu time campeão do mundo. Agora chove propostas. Até agora parece que o time fez a lição de casa e renovou os contratos de todo mundo antes desta avalanche de gente querendo contratar seus jogadores. O Cássio saiu valorizadíssimo do mundial e tem europeus interessados. O Paulinho recebeu uma proposta de R$ 37 milhões do Manchester Citi, que em minha opinião é dinheiro de pinga perto da bola que ele está jogando. Já a besteira que o Corinthians está perto de fazer é a contratação de Alexandre Pato. Espero que não dê certo. O Milan está pedindo R$80 milhões por um bom jogador, reconheçamos, mas que já está bichado, sempre machucado. Rezo para que não dê certo. Não estamos nadando em dinheiro e com este montante podemos gastar em vários jogadores melhores pra reforçar o timão. Fora que não precisamos de atacantes, que já tem de sobra. Precisamos de zagueiros.

O Santos pensava que tinha um grande time quando foi jogar com o Barcelona ano passado. Mas a realidade é que o Neymar carrega um bando de inúteis nos ombros. O time só ganha algumas partidas graças a ele e a alguns golzinhos do André. O time é uma merda é tinha que ser reforçado. O que a diretoria está querendo? Contratar o Robinho, que quer um salário mensal de um milhão e cem mil reais! O time não tem tanto dinheiro assim pra torrar em um cara só. Ele só consegue pagar a fortuna que paga pro Neymar graças aos patrocinadores dele. É mais aquela notícia bombástica de contratação de um grande craque pra calar a boca dos torcedores que vaiam a diretoria. É o tipo de atitude que normalmente o Flamengo tem. Torra uma grana violenta em um grande jogador ao invés de tentar montar um time competitivo com jogadores menos badalados, mas competentes. E salário de um milhão de reais só vale pra caras como Ronaldo Fenômeno e Neymar, que além da bola são mestres no marketing pessoal e trazem uma grana violenta pro time. Fora eles, ninguém vale. O Robinho é um bom jogador, mas ele não chega aos pés do Ronaldo.

O São Paulo parece ser o que mais tem os pés no chão. Fez uma puta contratação com o zagueiro Lúcio. Com trinta anos e lavai cacetada nas costas ainda é o melhor zagueiro brasileiro em atividade. E só vai ganhar R$300 mil de salário, considerado baixo pra um zagueiro deste calibre. O Corinthians comeu bola ai, deveria ter procurado ele. Precisamos de gente neste setor. Mas outro que o São Paulo contratou é um risco: o Breno. Ele FOI um grande zagueiro no passado, mas hoje está loucão igual ao goleiro Bruno. Atualmente está preso na Alemanha por ter deliberadamente posto fogo na própria casa e ninguém garante que ele volta com a cabeça no lugar. E se volta né, pois ele continua preso. Não sei como ele vem pro São Paulo ainda cumprindo pena. É uma aposta de altíssimo risco.

o Palmeiras está fazendo tudo errado. Não querendo jogar água no Chopp dos rivais, mas ele deveria se espelhar no exemplo do Corinthians de quando caiu. O que o alvinegro do outro parque fez? Primeiro limpou sua diretoria, depois formou um time com jogadores bons e baratos. A diretoria atual do Palmeiras é megalomaníaca, quer contratar o Riquelme. Divulgou na imprensa que já tinha renovado com o Barcos só pra sossegar seu torcedor, mas era tudo mentira. Foi desmentido pelo próprio jogador, que vergonha! Nem quis procurar o Marcos Assunção pra renovar seu contrato. Um dos únicos caras que carregaram o Palmeiras nas costas nas horas que ele mais precisava. Um dos únicos que se doou pelo clube. E não mandou o Valdívia embora, jogador inútil que vive machucado e ainda ganha R$500 mil por mês. Ta na hora do Palmeiras pensar com os pés no chão e não viver de passado. Tem que encarar a realidade e tentar se reerguer como uma formiguinha, com esforço e bastante trabalho. Parar de jogar essas notícias de contratação de grandes craques do mundo. Contrata gente boa aqui do Brasil mesmo. A única coisa boa que eu vejo é o técnico, que parece ser um cara com clareza de pensamentos e competente.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Epitáfio

Cometas, fogo vindo do céu? Alguém?
Alguém já avistou alguma nave alienígena gigantesca se revelando por aí?

Se o mundo acabasse hoje de verdade mesmo não teríamos o que fazer ou onde se esconder. É como aquela frase que diz que toda a nossa vida passa à frente de nossos olhos e revivemos tudo o que passamos naqueles últimos minutos. Será que nossa vida valeu a pena? Será que eu vivi intensamente a dádiva que tive? Quase sempre nos arrependemos dos reveses e nos orgulhamos de outras coisas. A melhor letra de música no Titãs reflete este sentimento: Epitáfio. Segue a letra, com meus comentários.

Devia ter amado mais, ter chorado mais
(Viver intensamente as experiências da vida. Não nos conter como normalmente acontece. Eu acho que deveria ter tido mais experiências do que tive até hoje.)
Ter visto o sol nascer
(Isto não. Vejo o sol nascer todo dia e não é nada demais. Existem dias que o céu está muito bonito e registro em uma fotografia, mas não me faz falta).
Devia ter arriscado mais e até errado mais.
Ter feito o que eu queria fazer
(Se eu tivesse tentado mais, com certeza estaria em melhor situação do que estou hoje)
Queria ter aceitado as pessoas como elas são
(Quando jovem achamos que sabemos de tudo. Somente com a experiência vemos que grandes problemas na verdade são mínimos ou nem problemas são).
Cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar

Devia ter complicado menos, trabalhado menos
(A pior coisa é trabalhar mais em algo que não tem futuro. Trabalhar dignifica a alma e faz o corpo e espírito crescerem. Mas se o trabalho é repetitivo e não acrescenta nada de conteúdo intelectual, ai sim é desperdício de tempo)
Ter visto o sol se pôr
(também vejo todo dia o sol se por e o transito crescer em São Paulo.)
Devia ter me importado menos com problemas pequenos
(Problemas pequenos não me afetam tanto. Depende muito do meu estado e espírito.) Ter morrido de amor
(Se entregar a alguém completamente sem medo e sem pudor)
Queria ter aceitado a vida como ela é
(Acho que a idéia e tentar fazer de nossas vidas o lugar ideal e não esperar que o lugar fique bom para ai sim viver).
A cada um cabe alegrias e a tristeza que vier

O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar...
(E assim caminhamos e vamos vivendo até onde Deus permitir, tentando ser o melhor possível)
Devia ter complicado menos
Trabalhado menos
(e curtido mais os prazeres da vida. Mas ai só sendo o Eike Batista né. Viver de ar só seres iluminados conseguem. Muito fácil falar).

Nos tivemos grandes experiências e vimos muitas coisas durante a vida. Na hora da morte, todos esses momentos vão se perder no tempo, como lágrimas na chuva.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Fim do Mundo

O fim do mundo está próximo! De acordo com os maias, ele se encerrará no próximo dia 21/12/2012. Você já se planejou para a grande data? Fez reservas para assistir de camarote? Já se despediu de parentes próximos e já torrou toda a grana disponível em sua conta corrente para satisfazer todos os desejos terrenos antes que tudo vire cinzas? Se respondeu sim a alguma dessas perguntas que eu fiz neste parágrafo, você é um idiota.

Sempre teve alguém na história dizendo quando seria o fatídico dia, loucos ou pessoas que queriam atenção, poder ou serem reconhecidas como importantes. A maioria é doida de pedra. Já aconteceram vários casos no mundo onde esses falsos profetas do apocalipse arrebanhavam gente que acreditava em seus prognósticos de que um disco voador viria resgatar somente os escolhidos por ele e todo o mundo seria consumido por Deus. No final ele distribuía veneno de rato para que todos tomassem para facilitar a transferência para o outro mundo.

O primeiro louco foi Nostradamus, que fez várias previsões abstratas que dá pra encaixá-los em fatos de nossa vida real. Muito fácil falar por meio de parábolas e deixar para os crentes descobrir seus significados. Pensando bem esta ultima frase que escrevi serviria perfeitamente em outro profeta: Jesus. Mas esta é uma outra conversa. O que eu digo é que Nostradamus escreveu versos que não faziam sentido nenhum, seria apenas um péssimo poeta. Mas que depois de seus dias tem sido usados para explicar passagens humanas. Não sei como dão tanto crédito para ele. Já li quando pequeno vários textos dizendo como Nostradamus previu e como realmente aconteceram e devo dizer que sempre me soou estranho. É preciso muita boa vontade para ver correlação.

Já houve diversas teorias do caos prevendo o fim do mundo. O vidente prevê a data e sai alarmando os mais humildes. A data chega e não acontece nada. O cara some e um novo aparece dizendo que a nova data do fim do mundo é mais à frente, e assim sucessivamente. Sempre adiam alguns anos, chega na data e nada acontece. Antigamente diziam que o mundo não passaria dos anos mil. Depois mudaram para o ano dois mil. Agora é 2012. Já ouvi falar que se não acabar no final deste ano, a nova data seria em 2015, ano em que seríamos bombardeados por uma chuva de meteoros. Acho que só os mais novos acreditam nesta babaquice. Os mais velhos já passaram por tantas previsões inventadas que já está escolado e preparado pra não cair na lorota. Mas os coitados que não tem conhecimento ou maturidade o suficiente pra perceber que é tudo invenção de gente de mente pequena sempre existirão. Sinto pena das vítimas e raiva dos que aproveitam da inocência de suas vítimas para aplicarem os golpes.

Em 2000 além das teorias rotineiras de fim do mundo estava embutido o fato dos computadores não terem previsto a mudança do milênio e este papo mais científico traumatizou a geração Y por ser mais lógica. Como o dígito das datas terem apenas dois campos, assim que mudasse para 2000, os computadores teoricamente enxergariam 1900. Pelo menos digitalmente voltaríamos 100 anos no tempo. Ninguém sabia o que iria acontecer. Os profetas do caos diziam que tudo ia dar errado. Os saldos das contas correntes iriam apagar tudo destruindo o mundo financeiro. Os aviões iriam começar a cair dos céus, carros apagariam do nada, indústrias e fabricas dariam pane total. Sei que foram investidas grandes somas de dinheiro para corrigir este problema. Quando chegou a terrível data, nada aconteceu! Ou quem previa o caos foi extremamente pessimista ou os caras que trabalharam para corrigir o problema foi perfeitamente eficiente.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

A saga da conquista do Mundo

Uma saga que durou cinco anos e que em 1998 ninguém esperava que fosse acontecer, nem os próprios corinthianos. Deveria virar, vai virar com certeza, um bom filme mostrando da derrota a gloria, com direito a tristezas, alegrias, nervosismos e a todos os sentimentos possíveis e inimagináveis. Nada vem tranqüilo para o Corinthians, não é a toa que nos chamam de sofredores. Tudo vem à base de sofrimento e de grande esforço, mesmo nas glórias. Toda a recompensa que o time está recebendo é justa.

Em 1998 o time estava na segunda divisão. Era um time que não tinha centro de treinamento, não tinha estádio, não tinha uma política de marketing que explorasse seu grande potencial, não tinha grandes jogadores e pouca gente estava disposta a ir pra lá jogar na segundona. O presidente evil Dualib que vendeu a alma ao inferno da MSI presidida por um picareta chamado Kia desgraçou o clube. Ou seja, o fundo do poço sem perspectivas de um futuro.

“Eu nunca vou te abandonar!” Primeira das milhares ações de marketing que funcionaram!

Como uma formiguinha, o pessoal começou a trabalhar de pouquinho em pouquinho para limpar a casa. Primeiro mandou esta corja de bandidos embora Dualib e Kia não podem nem passar na Marginal Tiete em frente ao clube que pode ser apedrejado por algum corinthiano. Depois colocou um cara que não sabe nem falar português, mas que amava o clube e queria arrumar a casa, o Andrés Sanches. Basta ter força de vontade e persistência que você chega lá. Montou um time com jogadores pouco conhecidos, mas de boa qualidade técnica e o fez voltar à primeira divisão.

”Eu voltei, agora pra ficar. Porque aqui, aqui é meu lugar” – Cantou Roberto Carlos quando o coringão voltou para a primeira divisão.

Depois começou a se estruturar. Construiu o melhor centro de treinamento de futebol, o CT Joaquim Grava. Com o time que subiu, ganhou o campeonato paulista. O grande boom foi a contratação de Ronaldo fenômeno e Roberto Carlos. Com este time ganhou a Copa do Brasil. Depois de algumas tentativas de Libertadores que não deram certo o Mano Menezes saiu.

Fase Tite. Eu sempre achei o Tite um bom técnico principalmente pela primeira passagem ele no clube, mas não o achava excelente. Não estava no rol dos grandes técnicos brasileiros. Na época dava pro gasto. Chegou com o campeonato Brasileiro em andamento e o Corinthians apenas se classificou para a Libertadores. Logo em seguida um vexame, perder para o Tolima. Foi terrível, mas eu achava que ele não tinha culpa, não tinha tido tempo de montar o time. Mesmo assim já ficou marcado por este revés.

Foi acertado que o Corinthians teria um estádio e ele seria construído para sediar a abertura do mundial. Chupa essa Morumbi.

Logo em seguida no campeonato paulista chegou à final e perdeu para o rival Santos com um frango de Júlio César. Todo mundo caiu em cima e pediu sua cabeça, mas o Andrés Sanches segurou-o e manteve o técnico. A longo prazo foi a melhor decisão da vida. Quando o time perde a primeira coisa que falam é de trocar de técnico. Besteira! Devemos avaliar se o trabalho foi bem feito apesar da derrota. O Tite levou o time até a final do campeonato e perdeu por detalhes. Foi a partir daí que o time começou a sua arrancada que o fez conquistar o mundo.

O time começa o Brasileiro a milhão lidera a maior parte das rodadas e ganha no sofrimento na última rodada. Ano seguinte vem a tão sonhada Taça Libertadores da América que o time ganhou de forma invicta. Não perdeu nenhuma das 16 partidas e ainda tomou apenas 4 gols em toda a competição. E ainda pegou o Boca Júniors na final. Se fosse qualquer outro time os invejosos iriam dizer que pegou uma baba.

A disputa do mundial foi feita muito profissionalmente. O Tite preparou o time para disputa durante o campeonato brasileiro e fez algumas mudanças significativas na composição das peças, mas que não mudou as características do time. Apostou certo em Guerrero que virou ídolo da noite para o dia.

O Corinthians já foi campeão mundial em 2000, criticado injustificadamente pelos rivais. Só reclamam porque não gostam do Corinthians, pois este campeonato foi realizado e ratificado pela FIFA. É até mais mundial do que a Toyota Interclubes de antes por englobar os cinco continentes ao invés de apenas dois. Mas este veio com tantos méritos que os rivais não têm nem do que reclamar. Simplesmente se resumiram a dar os parabéns pela conquista de modo educado e sério. Aceitaram a conquista sem característica encheção de saco. Uma das coisas legais da final foi a postura que os jogadores do Chelsea tiveram quando os corintianos estavam comemorando. Ficaram tristes, claro, mas assistiram a comemoração com um distanciamento e com respeito. Se fosse com um time argentino, tinham saído na porrada.

Agora o jeito é comemorar. Não é todo dia que o time é campeão do mundo. Os antis vão ter que agüentar pelo menos durante um ano inteirinho, a não ser que conquistemos o tri no ano que vem. E o ano foi coroado com uma cereja em cima do bolo, a queda pó arqui-rival Palmeiras para a segunda divisão. Não poderia ter sido melhor. Agora o Palmeiras tenta se espelhar no Corinthians para tentar repetir a história de sucesso que o alvinegro do outro parque teve. Agora o timão virou referência. Quem diria!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Campeão do Mundo

O mundo é do Timão. Banzai Corinthians!

Da desgraça e do fundo do poço da segunda divisão ao topo, o melhor time do mundo! Quem diria, em 1997, que em cinco anos o Corinthians conseguiria tudo o que conseguiu?

Me lembro até hoje da tristeza que foi aquele dia do rebaixamento quando o maldito árbitro mandou voltar duas cobranças de penalti do Goiás que tinham sido defendidas e aceitou apenas quando foi gol. Parecia o árbitro do filme Boleiros que tinha um esquema por fora. Apesar disto tinhamos um time péssimo que não ganhava de ninguém. Qual seria o futuro do Corínthians ao ir para a segundona?

Quem era o Corinthians em 1997?
- Um time péssimo que caiu pra segunda divisão.
- Um presidente ditador que estava no poder durante 14 anos e que fez uma parceria terrível com a lavadora internacional de dinheiro MSI.
- Um time sem estádio.
- Um time sem centro de treinamento.
- Um time sem nenhum título da Libertadores da América.
- Um time sem um projeto de marketing que explorasse o grande potencial que tem.
- Ninguém queria jogar em um time da segunda divisão.
- O time da segunda maior torcida do Brasil.


Quem é o Corinthians em 2012?
- O atual campeão do Mundo!
- Tem eleições presidenciais a cada dois anos sem possibilidade de reeleição.
- Teve uma presidência do Andrés Sanches fantástica.
- Já tem um estádio, que está em construção e que será palco da abertura da Copa do Mundo em 2014.
- Tem um dos melhores centros de treinamento do País: O CT Joaquim Grava.
- É o atual Campeão da Libertadores, tenho derrotado o Boca Júniors na final.
- Tem um marketing agressivo, com lançamento de camisas, com a criação da franquia Poderoso Timão.
- Contrata jogadores de calibre como Ronaldo e Roberto Carlos.
- Na última pesquisa do data-folha, a torcida do Corinthians empatou com a do Flamengo e está em ascensão.

Todo este crescimento veio em 5 anos. Andrés Sanches foi o verdadeiro Juscelino Kubitschek e fez o plano de metas 50 anos em 5. Não é fruto do acaso, teve um pessoal competente que trabalhou muito no meu clube do coração. Nada garante o futuro, mas só de saber que os dirigentes estão fazendo um bom trabalho já fico feliz.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Teto do dentista

Um conselho que eu sempre deixo quando vou ao dentista. O teto do consultório deve ser impecável. O seu cliente, o paciente, ficará olhando para aquele lugar intensivamente durante meia hora ou uma hora e o analisará aos detalhes. Durante uma consulta não se tem outro lugar para se olhar que não seja pra cima e ainda mais limitado dependendo de que ângulo o dentista escolheu para virar seu rosto. Os olhos precisam de um ponto de referência para se focar enquanto está esperando o serviço na boca e sempre iremos procurar um detalhe onde podemos nos focar.

Minha dentista tem um colar característico do qual eu me valho como ponto de referência para que meu olhar não fique muito perdido, mas ele logo se cansa. No teto tem a luminária, onde vemos todos os mínimos detalhes e só. É terrível não ter para o que olhar. Vejo ínfimas rachaduras que passaria despercebida a uma pessoa normal que estivesse passando pela sala, mas visível para alguém que se concentra a detectar qualquer coisa de diferente. Tem também a pintura mal feita, quando a brocha não chega até o final do teto e início da parede ou próximo da lâmpada onde é preciso cuidado extra para não pintá-la.

Mesmo assim um teto perfeito, todo branco sem nenhum defeito é terrível para o paciente. Num primeiro momento pode passar uma impressão de limpeza e de um lugar bem cuidado. Mas num segundo momento deixa nosso olhar muito vago e o tempo se torna mais demorado. Já aconselhei minha dentista a pregar um quadro no teto para o deleite do paciente. Imagina só uma pintura extremamente detalhista onde podemos analisá-la minuciosamente durante meia hora. Seria o manjar dos deuses pra mim. Não precisa nem ser original, basta um pôster. E ainda gostaria que fosse torçado periodicamente para que tivéssemos a oportunidade de apreciar outras obras.

Quando sugeri isto à minha dentista, ela me respondeu que tem sim planos de colocar algo ao paciente, mas a idéia dela seria uma televisão. Achei péssima a idéia. Neste mundo high-tech, tudo é eletrônico. Já imagino passando Ana Maria Brega ou qualquer programa de variedades sem graça. Claro que agradaria à massa que vive em função da televisão. O quadro ainda seria uma forma de trazer o mínimo de cultura pra este povo desprovido de artes.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Celular

É impressionante como as pessoas não respeitam avisos simples como desligar os celulares antes de apresentações ou eventos onde é necessário a concentração. Cinema, teatro, shows, qualquer coisa, sempre tem avisos no início para que todos desliguem seus aparelhos e até ouvimos algumas pessoas o fazendo devido ao lembrete do narrador, mas muito o ignoram.

Primeiro que em sociedades mais evoluídas esse tipo de aviso seria desnecessário. É como vemos avisos espalhados em lugares públicos avisando a população de jogar o lixo na lixeira, dar descarga depois de usar o sanitário, coisas básicas que todo ser humanos já deveria saber desde criança e que ninguém faz mesmo depois de alertados. São regras de convivência em sociedade, respeito ao cidadão ao lado. Todos querem ser respeitados, mas não praticam a mesma coisa com o companheiro ao lado.

Segundo ponto é a necessidade da pessoa em manter o contato ativo, estar disponível sempre, não se desplugar do universo nem por 2 horas. Muitos usam o celular como relógio e durante a exibição de um filme algum sempre o ligam para saber as horas e isto atrapalha pois estamos concentrados na tela e aquela luzinha acesa sempre atrapalha e nos tira o foco, o certo é fazê-lo discretamente tentando ocultar a luz. Mas isto é tranqüilo perto das pessoas que ficam com os dedinhos escrevendo mensagens durante a exibição. É extremamente irritante e atrapalha os outros ao lado. Custa esperar terminar o filme. Faz-se tanta questão assim, escolha um lugar do lado do corredor e quando precisar escrever uma mensagem, SAIA DA SALA.

Mas o pior dos mundos é quando o fdp atende o maldito telefone. Só o fato de tocar o aparelho já é um desrespeito. Agora, atender e engatar uma conversa é o cúmulo. Fico com uma vontade imensa de pegar meu copo de coca-cola e derramar na cabeça da pessoa ou pegar o celular e atirar para longe. Claro que fui educado o suficiente pra não fazê-lo. Hoje estava numa peça de teatro quando tocou o celular de uma mulher idiota. E na maioria das vezes quando isto acontece o celular está no fundo de uma bolsa cheia de tranqueiras. Então a cretina fica toda esbaforida abrindo sua bolsa e procurando no meio da tralha o maldito telefone. Toda a nossa concentração se volta para a distinta senhora esperando que interrompa o toque do aparelho para voltarmos à peça. E é constrangedor a situação do ator em cena que também fica irritado e com toda a razão. Até fico com um constrangimento alheio por fazer parte de uma platéia que não desliga o celular. Quase peço desculpas ao ator por nós estarmos fazendo isto, quando na verdade a culpa é toda daquela mulher gorda escrota.

Enfim, acho que fui claro o suficiente sobre o que sinto em relação às pessoas que usam os celulares em horas inapropriadas. É como a cena do celular no filme Todo mundo em pânico. Eu seria uma daquelas pessoas do cinema. Não se lembra da cena. Veja abaixo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O perigo do Mazembe

Timão no mundial ocupa todos os jornais e televisões atualmente. É o centro das atenções, até demais pra mim e olha que eu sou corintiano. Só se fala do Chelsea e do grande confronto, começa a dar certo medo de o Corinthians perder o primeiro jogo e nem ir para a final. Vai ser uma humilhação se perder para o Al Ahli, talvez comparado ao grande Tolima, enfim, coisas do futebol.

A expectativa do jogo está tão grande que ontem sonhei com a partida. No sonho eu estava assistindo na rua, num telão colocado em um grande espaço com vários torcedores juntos como se fosse jogo de copa. Aliás, toda a cidade estava parada apenas olhando para a partida em diversos bares da cidade e em suas casas. As ruas estavam desertas e havia concentração de gente na frente e dentro desses estabelecimentos com televisões transmitindo o jogo. O Corinthians estava tendo uma partida dura contra o adversário, mas era aquele jogo truncado, com muita marcação e poucas chances de gol, onde os times priorizam mais a marcação e a defesa com medo de levar um gol e quebrar o esquema de jogo.

Até ai parece verídico. Não duvido nada que o início do jogo seja assim mesmo. O Tite cansou de armar os esquemas do Corinthians assim e ainda mais num jogo tão importante como este. O primeiro tempo acaba. Eu resolvo sair do meu lugar pra comprar uma cerveja num boteco, mas tenho que me deslocar muito do local não sei por qual motivo. Talvez os bares próximos cobrassem a entrada ou estavam muito cheios. Só sei que fui longe e demorei em voltar.

Na caminhada de volta percebi que o jogo já tinha voltado e ainda faltava muito pra chegar à praça onde estava o telão. Apressei o passo apreensivo por estar perdendo grandes momentos. Na vida real sempre que eu resolvo sair no meio do jogo pra pegar alguma coisa na cozinha ou ir ao banheiro, acontece o gol durante minha ausência, é uma praga, sempre perco o gol e tenho que assistir ao replay. Quando estava chegando à praça pensei sobre esta minha sina de não ver o gol. Quando cheguei ao destino, olhei imediatamente para o telão e percebi que já tinha passado 19 minutos do segundo tempo e para o meu espanto e horror já estava um a zero para o Al Ahli. Amaldiçoei meu azar e deu aquele aperto no coração sabendo que o Corinthians teria que abrir seu jogo e correr atrás do resultado nos últimos 25 minutos de jogo.

Não duvido nada que este sonho se torne realidade. O Corinthians cansa de nos fazer sofrer, já estou acostumado, mas felizmente tem se saído vencedor e campeão. Mesmo que ganhe o jogo, espero que não seja tão dramático como sonhei, senão meu coração não agüenta.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

A Estrela-Demônio

Mesmo quando criança, quando gostava de astronomia, eu achava curioso quando meu professor de ciências citava Deus nas aulas. Pois como todos nós sabemos, ciências e religião são formas de pensamento distintas, uma é racional e a outra teológica. Naquela época eu já me identificava como pertencente ao grupo dos racionais, coisa que sou até hoje, mas não tenho tanta certeza assim da separação dos dois conceitos. Sim, eles se divergem e quem opiniões totalmente diferentes em alguns pontos. Mas em outras áreas eles se complementam. Meu professor, ao descrever o funcionamento das células ou dos planetas e estrelas ele sempre dizia que Deus era muito criativo e mostrava a quantidade de detalhes diferentes e fantásticos que havia no Universo. Sempre foi minha aula preferida na escola.

Li um artigo recentemente sobre ALGOL, conhecida como a estrela-demônio. Em 1667 o astrônomo Geminiano Montanari observou que a estrela mudava de brilho. Mais de 100 anos depois outro astrônomo sugeriu que essa mudança de brilho poderia ser de algum astro passando na frente da estrela como um eclipse, logo depois confirmada. Então em 1881 descobriu-se que se tratava de 2 estrelas a orbitarem entre si, e não uma apenas, formando-se um sistema binário: Argol A e Argol B. Hoje em dia sabemos que existe uma terceira estrela, a Argol C, que orbita essas duas, por isso tanta mudança de brilho vista de longe.

Cada vez que ampliamos nosso conhecimento, mais sabemos que não sabemos nada. Antes o que era apenas um ponto no céu, uma estrela, se tornou quase em um sistema de estrelas orbitando entre si, coisa que a maioria das pessoas não conhece por estarem presas à idéia do sistema solar de uma estrela e vários planetas a orbitando.

Outra coisa interessante é que a observação e o estudo de Argol remetem há 3.000 anos pelos egípcios, que já haviam reparado nesta mudança de brilho. Fico impressionado com a habilidade e o conhecimento de civilizações antigas como o Egito e a China que tinham instrumentos rústicos e com quase nenhuma tecnologia e sabiam tanto quanto nós a respeito do Universo. Por essas e outras que acho plenamente razoável as suposições do livro “Eram os Deuses Astronautas”, onde eles acreditam que já fomos visitados por seres alienígenas que nos instruíram a respeito e novas tecnologias vindas de fora e que, naquela época, pensávamos que era presente dos Deuses.

Sabemos que o ser humano, desde a época das cavernas, existe há 200 mil anos. Mas devido à deterioração que o mundo sofre só temos registros da nossa civilização até, no máximo, 4.000 anos atrás no Egito. O que aconteceu nessas 196 mil anos? Neste livro também vem outra teoria, que existia outra civilização antes da nossa datada de 15 a 20 mil anos antes de Cristo que tinha alto grau de conhecimento e desenvolvimento. Alcançaram um progresso ainda maior que o nosso, mas de sumiu por razão ainda desconhecida. Logo o estudo de astros pode ser ainda mais antigo, vai saber.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

No caminho das Índias

Hoje eu viajei à Índia nos meus sonhos. Tinha todas aquelas coisas que vi na exposição do Banco do Brasil há alguns meses atrás. Eu tinha rúpias e reais e me lembro que pagava com os dois dinheiros dependendo da situação. Até parece que eles aceitariam reais. Lembro-me que as coisas eram muito baratas. Eu tinha uma boa quantidade de dinheiro nos bolsos e quando pegava para pagar algo, usava apenas uma pequena fração do que tinha.

Mas uma parte que ficou gravada na minha memória do sonho foi inspirada em um fato que ocorreu na minha vida real. Recentemente tive o celular roubado em um show em São Paulo, modo gatuno onde o cara tirou do meu bolso sem eu nem reparar. Coisa de gente profissional mesmo. Até hoje não sei como, mas agora tenho várias idéias de como poderia ter evitado. Enfim, no meu sonho eu tinha parado pra comprar comida em um estabelecimento e a fila era do lado de fora. Estava com alguns amigos e conhecidos, tanto indianos quanto brasileiros turistas em excursão. Enquanto aguardava na fila, senti um leve movimento das minhas costas e rapidamente levei minha mão para minha carteira no bolso de trás para me certificar que não estava sendo roubado. E estava. O bandido já estava com meia carteira pra fora e quando eu a segurei, ele soltou e foi embora calmamente. Fiquei assustado pela facilidade que ele estava me roubando e pela tranqüilidade em que todos a sua volta se comportaram.

Neste momento chegou minha comida no balcão e eu peguei o dinheiro para pagar. Os funcionários estavam mal preparados e se confundiram todos. Estavam resolvendo algum problema dentro do lugar e minha comida ficou no balcão. Eu fiquei esperando que eles resolvessem logo e viessem cobrar minha comida e nada de voltarem. Eu pedi um simples PF, arroz, feijão, salada e estava esfriando. Então separei o dinheiro, pus no balcão e fiquei chamando um funcionário pra registrar meu pagamento. Neste momento uma mulher da fila, que na vida real é uma funcionária do meu serviço, ficou reclamando que ela tinha feito outro pedido e não havia sido atendida ainda. Eu me virei pra vê-la. Quando voltei meu olhar alguém estava pegando aquele dinheiro que eu usaria pra pagar a comida. Essa pessoa deixou cair tudo e quando vi era o amigo indiano que estava comigo. Ele confessou o crime e eu pedi que me devolvesse tudo o que havia PE furtado. Ele devolveu, além desse dinheiro, outras coisas que já havia safanado como documentos, dinheiros em real, cartões de telefone aqui do Brasil, etc. Fiquei horrorizado, pois o perigo estava em qualquer lugar até na pessoa ao lado que parecia sua amiga.

Depois que voltei ao hotel em que estava instalado, pensei em guardar meus valores melhor, pois desconfiei até dos funcionários de lá. Uma hóspede que estava passando no corredor me alertou que era necessário este cuidado que teria mesmo e que os funcionários costumavam entrar nos quartos e roubar. Eu separei meu dinheiro em partes e escondi-os em cada parte do quarto, pensando que se encontrassem um, o outro estava salvo. É terrível estar com este medo do roubo em toda parte. Não ter segurança nem na sua própria casa, onde se dorme, no caso o hotel.

Neste ponto o sonho começou a se desenvolver para outro caminho, para outro dos meus medos: a gula. No sonho eu tinha que voltar para algum lugar, parecia minha escola do primeiro grau/ensino fundamental, e antes estava com uma vontade danada de comprar uma bolacha de doce de leite. Fui correndo a um mercadinho comprá-la, mas estava atrasado. O lugar estava muito bagunçado. Achei, comprei e voltei correndo para entrar na sala de aula que já havia começado. É o que acontece comigo todo dia na vida real durante meu horário de almoço no trampo. Hoje parecia que eu estava enfrentando meus medos à noite ao invés de descansar.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Vilão da vida real

As motivações de um vilão nas histórias geralmente são sempre as mesmas, provenientes dos pecados capitais como a cobiça, o orgulho, a busca pelo poder e desejos que sejam originados de sentimentos que nossa sociedade condena. Mas tudo não passa de sentimentos genuinamente humanos, coisas que qualquer um faria em momentos de tensão absurda. Nós só conhecemos realmente uma pessoa quando a vemos ser pressionada. Ela perderá aquele controle de antes e deixará exposta uma parte de sua natureza. Todos nós temos coisas que escondemos, pensamentos que sabemos serem ruins, mas nos esforçamos em serem pessoas melhores.

Penso que as pessoas ruins não são tão diferentes das pessoas de bem como imaginamos. Para um melhor entendimento e aceitação, geralmente pintamos a pessoa ruim de demônio na Terra, o verdadeiro anticristo, aquele que só pensa maldade o tempo inteiro e não há nada de bondoso em sua alma. Dificilmente é assim. Os malvados também são humanos, experimentam amor e afeto assim como a raiva. Nós também experimentamos todos esses sentimentos. A única coisa que nos diferencia é um controle maior sobre o ódio. As pessoas consideradas boas experimentam um sentimento ruim até certo ponto e não passam dali. O cara ruim ultrapassa o ponto aceitável em nossa sociedade.

Quem foi o vilão da vida real desta semana que saiu nos noticiários? Elize Matsunaga, assassina do diretor da Yoki. Qual foi a motivação ao crime? Traição conjugal. Quem nunca foi traído nesta vida? A sensação é de impotência, de raiva da falta de respeito, de ódio, etc. Podemos xingar a pessoa, chamar de vagabunda, de puta, ou mesmo tratá-la com indiferença e desprezo terminando a relação. Não importa como a pessoa lide com um fim de relacionamento deste tipo, mas sempre sairemos sentindo tudo isto. Quem sabe falar mal desta pessoa para os amigos e conhecidos seja o pior que uma pessoa de bem faria. Um verdadeiro vilão ultrapassaria o ponto aceitável e o mataria e cortaria em pedaços. Na verdade as pessoas boas até tem vontade de fazer a mesma coisa, mas não fazem, pois são mais racionais. O vilão age na emoção.

Lendo um vilão na ficção, Harold Lauder, vemos que ele só queria ser aceito. Sempre foi o desprezado e rejeitado na infância e na adolescência. Quando adulto foi rejeitado pela mulher que amava e traído na confiança por um cara que prometeu algo a ele. Vemos que tem um fundamento, apesar de ser totalmente errado. Penso que se todos fossem corretos na vida, utopia, eu sei que nunca acontecerá, mas se déssemos afeto e atenção a todo ser humano e não tivéssemos preconceitos, mais da metade dos vilões não existiriam. Maldade está na alma da pessoa, mas trabalhada e cuidada, pode nunca vir à superfície. Muitas pessoas ruins são criadas por nós mesmos, aquela mesma que nos fará maldade amanhã. É importante pensarmos em nossos atos desde sempre. O carma sempre trará aquela ação de volta, seja nesta vida ou na seguinte.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Verdade dolorosa

É difícil dar uma opinião honesta hoje em dia porque ninguém quer ouvir uma crítica negativa. Claro que a gente não gosta disto e se sente desconfortável, mas é importante ter todas as opiniões sinceras para que saibamos onde erramos e onde acertamos. Todos querem confete todo dia e não é bem assim.

Se uma pessoa mostra seu texto, seu desenho emite uma opinião ou se expressa de alguma forma, experimente fazer uma crítica pra ver como será a reação. 99% das pessoas que eu presenciei têm comportamentos diversos, mas com o mesmo intuito, desprezar o crítico. Ou o criticado olha com desprezo e já corta daquela listinha de amigos, ou reage violentamente criticando-o de volta.

Claro que quando me expresso de alguma forma, espero ansioso por um elogio e quando recebo uma crítica, fico triste. Mas analisarei aquela opinião e tentarei enxergar o porquê dele ter feito isto. Quando os argumentos são lógicos, aceitamos o fato de termos falhado. Mas quando é uma crítica sem nenhum embasamento, um hater, um troll, então ignoramos. Pra quê discutir com o sujeito, não entendo. Tem gente que tem prazer em brigar com os críticos, basta ver o twitter do Cardoso, Luana Piovani, Bobagento e outros mais.

Não estamos mais interessados na verdade. Queremos ser adulados. Se não quer receber uma resposta honesta e dolorosa, não pergunte. Se perguntar, aceite o que vier.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Ataque alienígena de sucesso

Já vimos várias histórias no cinema e em livros sobre a invasão alienígena no planeta Terra e em todos eles os humanos conseguiram vencê-los, claro. Os primeiro exemplos que lembro agora são os seguintes:
- Invasão do Mundo: Batalha de Los Angeles
- Skyline
- Marte Ataca
- Independence Day
- Guerra dos Mundos
- Super 8
- Cowboys e Aliens

A quantidade de filmes é imensa e sempre terá publico para este tipo de filme, pois ficção científica é fascinante. Mas em todos eles os alienígenas invadem a terra com soldados e matam os humanos com suas armas lasers com tecnologia muito acima das nossas. Seguem o mesmo modelo de guerra que nós, primeiro bombardeiam depois invadem numa guerra de guerrilha. Visão muito limitada do futuro em minha opinião.

Lendo o livro A Dança da Morte do Stephen King, vejo que a solução para um ataque alienígena se resume a uma bomba biológica. O ser humano é muito frágil em relação a vírus, qualquer mutaçãozinha do vírus mais ralé, vira uma perigosa arma mortífera podendo desencadear em epidemias. Até asteróides vindos do espaço trazem microorganismos neles que podem por em risco nossa população. Ao visitar outros astros, além da falta de oxigênio, o traje espacial também serve pra proteger em relação aos componentes químicos que existem em lugares diferentes dos nossos.

Se um alienígena quiser nos matar, basta trazer um simples vírus da gripe deles. Matará-nos instantaneamente e para eles dará apenas uma série de espirros. Temos em nossa história casos parecidos como os dos europeus que trouxeram doenças que não existiam nas Américas fazendo um massacre com os índios sem imunidade. Uma doença só é controlada quando temos anticorpos. Sem defesa, é fatal. O que um alienígena inteligente, como sempre supomos que estes seres são, faria? Mandaria várias bombas para espalhar o vírus na atmosfera e aguardaria. Quando mais de 80% da população morresse, ai sim invadiria com sua tropa já imunizada com anticorpos e vacinas. Seria a coisa mais fácil do mundo.

Só espero que o provedor de Marte não consiga acesso a este blog.

domingo, 25 de novembro de 2012

Mano demitido

Nesta Sexta-feira nós fomos surpreendidos com esta notícia de que Mano Menezes foi demitido sumariamente pelo Marin, presidente em exercício da CBF. Às 16:45 um colega do serviço entrou na internet e deu de cara com esta notícia de ultima hora, coisa que ninguém estava esperando, pelo menos não imediatamente. A imprensa foi pega de surpresa também, pois não houve aquela fritura tradicional com antecedência.

A demissão dele foi tão sem motivo. Já há muito tempo que Mano não estava fazendo um trabalho bom, dando uma péssima perspectiva de copa, uma apresentação humilhante em nosso próprio país. Perdemos para todos os adversários fortes que encontramos pela frente. Foi divulgado o número de 21 vitórias em 33 jogos, um aproveitamento excelente de 69,69%. Mas este número não condiz com a realidade. A seleção brasileira só ganhou de adversários medíocres pra baixo e perdeu de quem realmente importava.

A fama no Mano para com o público estava péssima. Fui ao Morumbi naquele amistoso do Brasil contra a África do Sul e a vaia foi imensa quando ele colocou o pé no gramado. Fiquei até com pena, ninguém quer ser vaiado em sua própria casa.

Mas o Marin não foi justo. A princípio, após Dunga, a orientação era de renovar a seleção convocando novos jogadores e foi exatamente o que o Mano fez. E quando se faz um time do nada, demora mesmo pra engrenar. O erro do Mano foi que demorou muito pra definir um time. Ele poderia testar jogadores no primeiro ano e meio inteirinho, mas depois deveria ter fechado um time e mandado bala.

O Mano deveria ter sido demitido antes das Olimpíadas, mas inventaram de levá-lo à Londres e seguraram mais tempo. Depois do fiasco resolveram continuar com ele, erroneamente. E o pior é que agora que ele estava finalmente definindo uma equipe e fechando o elenco e jogando bem, demitiram. É o cúmulo da incoerência. Deveriam demiti-lo quando estava jogando mal, não bem. O problema é que a demissão aconteceu muito próxima da Copa do Mundo e em cima da Copa das Confederações. O novo técnico vai ser obrigado a pegar o mesmo elenco e dar prosseguimento. Não há mais tempo pra testes.

Nas eliminatórias da copa do mundo de 2002 foi ainda pior que agora. Demitiram dois técnicos e contrataram o Felipão em cima da hora que não sei como conseguiu montar uma equipe campeã. Fizeram tudo errado e deu certo. Os dirigentes aprenderam errado e agora contam com a mesma sorte de antes.

O problema é que está difícil de achar um técnico novo. Uma seleção se reúne poucas vezes por anos e joga sem muitos treinamentos. Os melhores técnicos brasileiros atuais são excelentes em clubes onde treinam diariamente aperfeiçoando o time. Não sei se eles dariam certo. Mas tirando este aspecto clubístico, pra mim deveriam dar uma chance ao Muricy Ramalho, o técnico mais vencedor dos últimos anos. Felipão e Luxemburgo já tiveram suas chances na seleção e não apresentam a mesma qualidade de antes. Tite e Abel seriam pra depois de 2014 com o início de um novo trabalho. Mas do jeito que o Marin é inconseqüente, deve tentar apostar no técnico da massa, que é o Tite, pra ficar de bem com a torcida, infelizmente. Espero que não, pois o timão está voando em campo e não podemos mexer no que está dando certo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Elefante Branco

Meus olhos se abriram para o cinema argentino depois que assisti “O segredo dos seus olhos”, filmaço reconhecido pelo Oscar de 2010. Desta vez resolvi conferir o “Elefante Branco” que tem o mesmo ator do segredo, Ricardo Darin, mas com uma história mais atual e real. Elefante branco é uma expressão que é usada para designar grandes prédios ou construções erguidas, mas que depois não servem pra nada e só ocupam espaço e criam problemas. Neste caso o prédio foi um projeto de hospital iniciado na década de 20 para ocupar o centro de uma favela em Buenos Aires e que nunca chegou a ser concluído por problemas políticos e de corrupção do governo argentino. Como virou um prédio semi pronto, sem acabamento apenas as estruturas levantadas e largado ao relento sem cuidados por muitos anos, acabou sendo ocupado por uma população mais pobre e também usado como ponto de uso de drogas. Nada longe da realidade brasileira.

Apesar de argentino, é uma história tipicamente brasileira que poderia ter sido filmada no Rio de janeiro ou mesmo em São Paulo onde passamos por situações idênticas. Quantas vezes vemos os sem teto invadindo prédios da prefeitura que estavam abandonados? Quase todo dia. E outra coisa parecida com nosso país é a história violenta da localidade. No Brasil existe um gênero tipicamente tupiniquim onde se tem a romantização da favela, os favelamovies. Quase como um western, só que na favela, com personagens típicos como o dono da boca, o favelado trabalhador e honesto, o cheira-cola, os miseráveis e pobres todos os estereótipos.

Neste filme argentino não se foge muito da mesma idéia de favela, mas diferente de um Tropa de Elite onde a polícia é a paladina da liberdade, neste filme o foco são em dois padres que tentam melhorar a qualidade de vida desta população carente. Assim como em Tropa de Elite, onde o capitão Nascimento, policial experiente, recruta um substituto mais novo, no filme argentino um padre antigo da favela tenta trazer o novato para assumir suas responsabilidades sociais em defesa dos necessitados.

É um choque para o padre mais novo adentrar neste ambiente, ainda mais porque ele tem sérias dúvidas em relação à atividade que escolheu. Um missionário tem um trabalho árduo e desgastante, mas que com certeza encaminha para um lugar mais iluminado. Eles dedicam sua vida em prol dos outros, abdicam de muita coisa de viver sua própria vida, enxergam como um trabalho dado por Deus, uma missão na Terra para ser desempenhada. Tenho grande admiração por estas pessoas na vida real como a Zilda Arns e Dorothy Stang, ambas mortas desempenhando seu trabalho.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Puro Altruísmo

O puro altruísmo é aquele feito por pessoas que realmente te ama incondicionalmente com sua mãe, que quer ver seu bem independente de qualquer coisa. Já na sociedade é mais raro, mas tem muitas atividades de caridade que se aproximam disto como trabalhos voluntários e doações. Sempre o ser humano pensando em fazer o bem simplesmente por saber que aquilo é a coisa certa.

Existe um episódio do seriado Friends que eles discutem sobre isto. Phoebe acredita que um altruísmo 100% não existe. Ao fazer algo para uma pessoa, você acaba se sentindo bem pelo fato, então de certa forma, mesmo que inconsciente, a gente estará fazendo o bem pra se sentir bem também. Não seria apenas dar algo sem receber nada em troca, pois algo está retornando para ti. No episódio, Joey tenta ao máximo dar exemplos onde não conseguiu retorno de seu altruísmo, mas sempre cai na mesma armadilha de que se sentiu bem em fazê-lo.

Lembro de um fato que eu fazia, em relação às mulheres, que era um altruísmo bobo e que pode se encaixar nesta descrição. Deixa-me explicar a situação.

Existem mulheres bonitas e feias tanto quanto chatas e legais. As bonitas, apenas por isto, sempre recebem mais afeto e consideração sendo legais ou não. Vale-se desta qualidade pra sair na dianteira em relação á feia. Já uma mulher feia pode ser uma pessoa legal ou não. Se for chata, será o puro demônio com duas características péssimas. A forma de se sobressair e de chamar atenção é ser uma pessoa legal e agradável. Mesmo sendo legal, a sociedade é cruel e a trata pior do que a bonita chata. A feia legal se arruma, se cuida e trata todos muito bem e ainda fica atrás da bonita chata para uma boa parte das pessoas. Fico triste com a situação. Uma chata é uma chata e ponto, não importa se é bonita ou não. Em ordem de classificação de importância as duas legais deveriam ficar na dianteira e serem mais valorizadas no mercado.

Então quando eu via uma mulher feia, mas simpática e que visivelmente tentava agradar as pessoas se vestindo bem, se maquiando e tentando passar uma boa imagem pra diminuir o hiato entre a bonita e ela, eu ficava solidário à sua causa. Eu, no fundo, queria que ela obtivesse sucesso com seu esforço. Não era justo se produzir toda e não ser notada pelos homens, sendo que a bonita não faz nada e é olhada. Em um ato de puro altruísmo eu olhava para ela e dava a entender que eu reparara em sua beleza, mesmo que eu não tivesse a intenção de ficar com ela. Uma mulher feliz é aquela que é admirada por muitos homens e que escolhe ficar com apenas um. Eu a admirava para me juntar ao outros e com isto aumentar a quantidade de olhares sobre ela. Não daria em cima dela, apenas olharia para que se sentisse bem. Sabia que ela acabaria ficando com algum cara e que ficaria feliz em ver mais olhares de desejo. Eu fazia apenas para vê-la feliz.

Fiz muitas vezes isto e já reparei no sucesso da minha intenção. Vale a pena. É uma coisa boba e sem fruto concreto, mas interessante no contexto sociológico.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

De novo assaltado, agora no ônibus

Ando sonhando muito que estou sendo assaltado. Ainda reflexo do roubo que tive do meu celular. Desta vez sonhei que estava viajando pela Bahia e estava preocupado com a violência. Em determinado hora eu resolvi entrar em um ônibus que havia parado naquele momento no ponto. Quando coloquei o pé no primeiro degrau para subir e olhei para cima, vi que lá dentro tinha um homem com uma metralhadora ou espingarda. Não sei qual, mas era parecida com aquela que o Arnold Schwarzenegger no Exterminador do Futuro 2 usa quando está andando de moto. Além disto, há um movimento estranho e gritos dos passageiros. Na hora saquei que estava acontecendo um assalto no ônibus, desisti de subir e me direcionei para outro lado.

Quando me afastei a uma distância boa fiquei olhando impassível sem saber o que fazer. Vi um policial andando tranquilamente a cavalo, uma polícia montada e tentei alertá-lo. Mas ele me ignorou como se eu não existisse. Passou ao lado do ônibus sendo assaltado sem nada fazer nem perceber do que estava ocorrendo. Deu aquela sensação de impotência.

Depois disto, eu tinha que subir uma rua, mas no caminho tinha uns caras estranhos descendo do ônibus em frente e eu pensei que poderiam ser os assaltantes. Fiquei observando. Eram da torcida do São Paulo e eles tiravam de dentro do ônibus grandes malas. Não sabia se aquilo fazia parte do roubo, se tinham armas dentro. Mas depois de certo tempo concluí que não eram os bandidos que pensei que fosse apesar da má aparência e mal encarados.

Subi a rua passando através deles, que não me fizeram nada. Logo depois vi três sujeitos descendo a rua, também bem feios como os que eu havia encontrado, mas pensei se tratar de apenas transeuntes mesmo com certo receio. Não tinha como desviar, então continuei como se nada estivesse acontecendo. Foi só o primeiro chegar que me atacou e já foi tirando meu celular. Não eram os mesmos do ônibus, mas outros bandidos de rua. Eu fiquei revoltado com a situação, mas eles não estavam nem ai e levaram meu celular e me deixaram o MP3.

Depois de ter sido surrupiado, voltei pro hotel. Tomei um banho de banheira meio esquisito e fui pra praia encontrando um conhecido. Comentei que tinha sido assaltado e como nada tinha de dinheiro, perdi o relógio. Reclamei dizendo que tinha caras que iam à praia com bastante dinheiro gastando uma nota, com rolex no braço e nada lhes acontecia. Mas com pobre, acontecia. Ele concordava comigo. Acordei.

Sonhar com assalto tem a ver com minha experiência pessoal de ter passado por isto recentemente. Mas lendo na internet diz que se eu fui assaltado, diz pra ter cuidado com gastos imprevistos que possam surgir ou negócios que possam correr mal, mesmo problemas em risco. Já em outro site, ele acha que ser assaltado é de que informações importantes chegarão até você e o ajudarão a resolver problemas sérios. Ou seja, eles não se entendem.

sábado, 17 de novembro de 2012

30º Bienal de Artes de São Paulo

Quando um evento tem grande período de exposição, eu sempre relaxo e deixo pra outro dia visitar. Os primeiros dias são sempre muito cheios com a gente que adora novidade e que querem ser os primeiros a desfrutar daquilo. Não tenho esta pretensão de dormir na porta pra ser o primeiro a ver um filme ou uma exposição, uma bobagem a meu ver. Eu quero ir, simplesmente, não importa o dia. Mas quando tem muito tempo a gente acaba esquecendo. Ontem por acaso olhei para uma notícia e vi que ela se encerraria em um mês. Fui correndo pra conferir, adiar mais seria correr o risco de não ver ou de ver lotado nos últimos dias.

Depois de conferir a bienal, concluo que mais de 50% das obras expostas não é arte. Não tem nada de artístico em minha opinião. Tudo bem que é arte moderna e esta cheio de maluco querendo achar alguma coisa poética por trás de uma tonelada de terra jogada em um canto do prédio, mas na minha cabeça isto não entra. Existem obras que exigem muito da nossa boa vontade. Uma lata de tinta com um pedaço de madeira no topo e em cima um cabide retorcido. Em outra sala tem uns 20 colchões de criança usados e rasgados grudados nas paredes, e só isso. Em outro ponto tem uma grade que usamos como corrimão para descer as escadas, toda retorcida. Beleza, ta ótima pro ferro velho.

Acho que existe um excesso de vídeos sem noção. Cheguei a assistir alguns por um bom tempo e a maioria não acrescenta nada. Só em uma sala que tem três vídeos simultâneos onde mostra desgraças que achei legal, mas igualmente dispensável.

Não que eu seja retrógrado e não consiga ver o valor artístico. Sei que a gente tem que ter olhos diferentes para uma exposição dessas. A arte moderna contemporânea é isso mesmo. O artista faz uma maluquice da cabeça dele, meio sem noção, torcendo para que o produto final seja algo inovador e revolucionário. Um artista assim, a cada 10 obras, 9 são merdas e acaba acertando em uma delas. Os problemas são as outras 9 que não significam nada.

Em meu passeio na bienal observei que existiam muitos monitores acompanhando grupos e fazendo pequenas explicações das obras e cheguei a ouvir alguma delas. Eles se esforçam muito para extrair algo de bom de um pedaço de ferro retorcido. Eles conseguem achar uma idéia transcendental através de uma coisa que para os leigos é apenas gravetos no chão. Cheguei à conclusão que para expor na bienal, não precisa ter uma obra artística boa, apenas uma excelente história para explicar o que você fez. Se eu quiser, faço um risco com o giz no chão e escrevo umas dez páginas explicando o que significa aquele risco no chão. Se a minha explicação for boa, esta aprovado! Sou um artista.

Em minha opinião a obra tem que se explicar por si só. No máximo no máximo podemos ter um complemento da intenção oculta de algum artista. Mas pelo menos uns 50% tem que ser obvio. Se precisa de um monitor pra explicar porque o autor fez aquela coisa, pra mim já perde o valor. Embora tudo isto que falei, a bienal é um bom programa para se visitar no final de semana com amigos e conhecer coisas novas. Levei quase quatro horas pra ver tudo de uma tacada só, bem cansativo. Você não vai gostar de muita coisa, mas de outras sim, é a vida.

Pavilhão da Bienal – Parque do Ibirapuera
Datas: 7 de setembro a 9 de dezembro de 2012
Horários: Terças, quintas, sábados, domingos e feriados das 9h às 19h
(entrada até 18h); quartas e sextas das 9h às 22h (entrada até 21h)
Entrada Franca

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Camille & Rodin

A princípio não imaginava que esta peça seria de fácil digestão por ser uma história antiga e clássica, mas me enganei. O melhor de tudo foi ter conhecido a história do romance entre Camille Claudel e Auguste Rodin que eu não conhecia, além da montagem de um texto onde privilegia a atuação dos atores.

Auguste Rodin eu já conhecia bem seus trabalhos artísticos, é um artista bem conhecido e respeitado. Já Camille Claudel não. No passado, acredito que aconteça hoje em dia também, mas bem menos freqüente, grandes artistas tinham aprendizes e ajudantes de suas obras. Todos tinham. Havia uma garota com grande talento que sonhava em trabalhar e que foi convidada por Rodin para ajudar em suas esculturas. Os dois acabaram tendo um grande romance, mas como Rodin já era casado, Camille sempre foi a amante que sonhava em ser a titular. Rodin nunca deixou sua esposa, mas também amava sua discípula.

Como acontece com todos os amantes, eles anseiam por mais amor, mais atenção e sempre sofrem por ser a segunda opção do parceiro. Camille Claudel era apaixonada por seu mestre e amante ao mesmo tempo em que tinha um grande talento. Suas obras seriam veneradas se não fosse o preconceito do povo na época, do fato de ser mulher e de trabalhar para Rodin que levava todos os créditos das obras que ajudava. Ela chegou a fazer trabalhos próprios, mas não obteve o sucesso que merecia. Ela sofria tanto na parte amorosa quanto na profissional, levando-a a um desespero terrível e uma crise de identidade. Sua história de vida é muito forte. Assim que cheguei em casa já fui pesquisar sobre esta artista e vi que a história da peça é verídica. É um caso de amor clássico atemporal que desde sempre existiu na história da humanidade, existe e existira no futuro.

A produção da peça é ótima e os atores desempenham uma excelente representação. É uma das melhores peças que assisti neste ano. O texto foca mais nas discussões entre os personagens fazendo o expectador se identificar com eles mais facilmente. Olha, pela qualidade do conjunto da obras (produção, texto e atores), está muito barato.

Apesar de Rodin ser mais famoso, a verdadeira personagem da peça é mesmo Camille Claudel. Suas obras solo mostram seu coração ferido e sua necessidade de um amor que nunca daria certo. Olha só que beleza de escultura dela, abaixo, onde mostra claramente como ela se sentia. Um casal indo embora, seu amante e sua esposa e deixando-a sozinha. Lindo.

Masp
Avenida Paulista, 1578 - Bela Vista - São Paulo - SP
Sexta e sábado, 21h; domingo, 19h30.
Sexta: R$ 20,00
Sábado e domingo: R$ 30,00

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Luzes do Norte

O MASP está com várias exposições atualmente, mas uma das primeiras que temos contato quando adentramos ao prédio é Luzes do Norte, Renascimento Alemão, trabalhos vindos direto do Louvre produzido por artistas do século XV e XVI. Me dá muito prazer em ter contato com a arte européia aqui no Brasil, mesmo que pouca.

A mostra é dividida em três atos: antes, durante e depois do período de Albrecht Dürer, divisor de águas do renascimento nórdico. Muitos dos primeiros desenhos expostos no período de antes de Dürer são bem pequenos, mas com uma quantidade de detalhes impressionante. Lembrou-me bastante do filme “O Ultimo Portal” em que o Johnny Depp é um escritor procurando a autenticidade de um antigo livro. Neste livro existem gravuras que se parecem com esses trabalhos expostos. É, em geral, a vida na corte, nos castelos com uma mistura de fantasia já que colocam animais, feiticeiros junto com espadachins e reis. Em algumas gravuras vemos um castelo completo e o que está acontecendo em cada ambiente com grande detalhismo. Em outros desenhos podemos ver movimento nos desenhos, pois parece como uma história em quadrinhos sendo contada através dos personagens.

Fiquei com muita vontade de tirar fotos de alguns trabalhos, mas no MASP é expressamente proibido. Não consigo entender porque não podemos tirar fotos, não há explicação plausível. Se fosse por causa do flash, era só tira-lo e ai sim realizar o registro. Se fosse por causa de direitos autorais, até entenderia, mas consultando o são Google podemos ver TODAS as gravuras, fazer download e tudo. Por que proibir de tirar fotos sendo que tudo já está na internet?

Outro observador pode perguntar pra mim então porque eu quero tirar fotos sendo que tudo já está na internet, não sendo necessário mais um registro da obra. Respondo que a fotografia tem um caráter pessoal onde registramos uma experiência, não é apenas uma cópia da imagem. Se fosse pensar assim, porque iríamos até o museu se temos a foto no computador. Queremos ter esta experiência in loco e guardar uma foto mal batida, mas que é um registro da experiência do momento. Isto me aborrece muito, mas o MASP não é o único que faz isto. A maioria proíbe sem motivo. Talvez queiram se autopromover.

A mostra fica até 13/01/2013 no 2º andar do MASP. Algumas fotos abaixo que eu não consegui tirar:

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Corrida de Quadriciclos

Hoje meu sonho foi com uma corrida de quadriciclos, bem radical, mas do início até a conclusão passou por muitas diferenças de cenários. Começou quando eu cheguei ao local da corrida e tinha que fazer a tomada de tempos, como os treinos, onde seria formado o grid de largada. Mas o lugar onde correríamos era ridículo, não era um circuito, mas sim uma sala enorme e com uns carrinhos sem roda. A gente tinha que empurrá-los de uma parede à outra e quem fizesse em menor tempo largaria em melhor posição. A sorte era que o piso estava escorregadio, então empurrávamos os carrinhos e eles iam deslizando de uma parede a outra. Fizemos diversas vezes até falarem que o período acabou.

Então se começa a corrida. O cenário muda completamente. Não fica num autódromo com um número de voltas pré-definido, mas é uma corrida onde teríamos que correr do ponto A ao ponto B como o rali Paris-Dakar, bem estilo off-road. A largada seria num estádio fechado e existia uma grande torcida, estava lotado. Os carros eram todos quadricíclos estavam enfileirados no grid de acordo com o meu desempenho na classificação e eu não estava enxergando a minha posição. A maioria dos pilotos já estava nos seus respectivos carros. Fui passando e contando pra saber onde sairia, mas tinha muito mais caros do que nos treinos. Acho que eu contei uns 15 carros até chegar ao meu e eu não estava nem na metade. Devia ter mais de 50 carros. Posicionei-me logo depois da Jandira, colega de serviço, que me cumprimentou alegre. Vi também umas duas posições atrás o Helton, um antigo colega de serviço que não tenho mais contato.

Perguntei a outro piloto quanto que era o prêmio da vitória e ele disse que o primeiro colocado levava três milhões. Impressionei-me. Fiquei já m imaginando ganhando o tal prêmio, sonhando em se tornar o milionário. Então voltei a me concentrar na corrida. Teve a largada e foi aquela confusão de carros. Mas não conhecia nada do percurso e praticamente fui seguindo os líderes e fazendo o que eles faziam. Parecia uma gincana, pois não era apenas correr e ver quem era o mais rápido, mas tinha que subir umas escadas, pegar um item lá no andar de cima e descer e outras coisas.

Uma hora subimos com os carros por uma escada com degraus compridos que foi relativamente fácil. Mas na descida o líder soltou o quadriciclo pela escada e desceu escorregando sozinho por um poste ao lado. Pensei que fazia parte da regra, então fiz o mesmo. A descida pelo poste não foi tão fácil como eu os vieles fazendo. Quase cai, mas me segurei e desci devagar. Quando cheguei lá embaixo vi meu carro caído de lado como se ele tivesse despencado lá de cima e não descido suavemente pela escada. Arrependi-me de ter feito isso. Fiquei pensando que o líder não fez aquilo porque se tratava de uma regra da corrida e sim porque queria ganhar tempo na descida. Ele estava desligado e quando dei partida e acelerei, ele não andava direito, estava muito lento. Era terrível, parecia que tinha quebrado. Um dia aconteceu isto comigo quando andei de kart há alguns anos na vida real.

Resignei-me e continuei o percurso lento esperando que o carro melhorasse a desempenho. Então no caminho encontro meu irmão estirado no chão como se tivesse sofrido um acidente. Ele estava virado pra cima, mas com o pé dobrado. Desci correndo e perguntei se ele estava bem. Ele me respondeu: “Não muito”. Então fui com cuidado e tentei levantá-lo devagar e continuei perguntando o que tinha acontecido, mas ele disse que nada aconteceu. Alguns segundos depois ele levantou sozinho e aparentemente não tinha sofrido nada. Voltei ao meu quadriciclo e segui. O carro parecia estar melhor um pouco, mas eu acompanhei meu irmão até uma parte onde tinha lama e tinha uma mini-cachoeira e um riozinho onde passávamos com os carros. Então meu irmão me mostrou umas esculturas no barro que ele tinha feito. Algumas estavam bizarras, mas outras estavam bem feitas, uma parecida com a esposa dele e outra com o filho. Ele tinha desistido da corrida pra ficar brincando na lama. Achei muito estranho, perguntei por que estava fazendo aquilo e ele só me respondeu que tinha vontade. Tinha várias cabeças de barro e uma delas era um monstro. Ao lado da pista/água tinham vários torcedores e comentei com um que aquele monstro se parecia com um filme de terror que eu havia visto muito tempo atrás. Então eu e mais dois torcedores ficamos tentando descobrir qual filme era. Cada um chutava um filme de monstro, mas não era exatamente aquele. O sonho acabou sem desfecho. Só agora posso dizer que se tratava do filme “Os fantasmas se divertem”.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Empréstimos a amigos

Sempre quando envolvemos algo de valor ou dinheiro em alguma relação, as chances de acontecer algo errado são grandes. É muito delicada a situação. Quando fazemos movimentações financeiras no banco, aplicações, empréstimos, financiamentos, precisamos ter cuidado redobrado. Mas o pior mesmo é quando acontece em relações afetivas.

Pedir empréstimo a um amigo é a melhor forma de perder sua amizade. Porque antes do fato, são amigos, se gostam e se divertem sem qualquer explicação, apenas pelo fato da pessoa ser quem ela é. Assim que alguém pede dinheiro, a situação muda, pois temos que pensar se essa pessoa é tão amiga assim da gente. Se for só um conhecido legal ou um colega de serviço, pensaremos duas vezes antes de entregar nosso suado e poupado dinheiro para ele.

Mas chegando a conclusão que é seu amigão, a gente tem que decidir se empresta ou não. Se você não empresta, você é um filho da puta egoísta e traíra. Na hora que ele mais precisou de ajuda, você dá as costas. Mas se você decide emprestar o dinheiro, a confiança está sendo testada. Vamos ver se ele é de confiança. Nessas horas tem que ser o mais profissional possível, mesmo se tratando de uma pessoa querida. Tem que se estabelecer um plano de pagamentos e um prazo para a devolução total. E tem-se que ver a capacidade do cara em restituir a grana, o risco envolvido. Ele está trabalhando? Se estiver desempregado, como vai conseguir lhe pagar de volta? Ele só vai estar liquidando uma dívida com outra pessoa e transferindo para você.

A partir deste momento, toda vez que eles se encontrarem o cara que emprestou vai ficar um pouco amargurado olhando para seu amigo e vendo um caloteiro em potencial, alguém que já está demorando pra pagar e começa a não gostar tanto dele assim. Já o cara que pegou o empréstimo, vai olhar para seu amigo e também se sentir diminuído por ter se sujeitado a esta situação humilhante de pedir dinheiro, ficar com aquela culpa da dívida na cabeça toda vez que passar do lado dele. Vai começar a evitar o encontro pra não se lembrar do dinheiro.

O pior mesmo é se passar os dias em que teria que devolver o dinheiro e ele não aparece ou dá alguma desculpa, por mais que seja justa. Está ai o começo do fim de uma amizade. Tudo aquilo que antes tinha um significado se esfacelará pelo chão. Mesmo que depois de muito tempo o infeliz pague a dívida, a relação nunca mais voltara a ser como antes. Talvez até continue amigos, mas nunca mais o primeiro vai confiar no segundo.

É uma situação muito difícil. Depende da relação que vocês têm e do nível e confiança. Acho que é ai que vemos quem realmente é nosso amigo, pois eu só emprestaria dinheiro para quem eu confie totalmente. Este sim é meu amigo de verdade. Em relação aos outros, apesar da amizade, tenho certas desconfianças. Nessas horas vemos que nossos verdadeiros amigos são menos do que os dedos de uma mão.

domingo, 11 de novembro de 2012

Líbano – Lebanon

Mostra Internacional de Cinema – TV Cultura
Israel, França, Líbano e Alemanha, 2009.

Animado com a última mostra de cinema que passou por São Paulo, resolvi estender a procura por filmes estrangeiros fora do eixo comercial das redes cinematográficas do Brasil. Nesta 36º Mostra Internacional de São Paulo consegui assisti 6 filmes sendo que o melhor que vi foi Camp 14. Já coloquei na minha lista para tentar achar os vencedores do festival, mas na internet já vi que está bem difícil. Eu já sabia que existia um programa da mostra na TV cultura, mas nunca tinha parado para assistir seus filmes. Toda semana, as quartas, é exibido um filme internacional no mesmo estilo da mostra e eu resolvi assistir “Lebanon”.

A história se passa durante a primeira guerra do Líbano em 1982. Um grupo de 4 jovens soldados israelenses depois de passarem por um treinamento são enviados a uma zona de disputa para comandar um tanque de guerra. O ponto de vista do expectador é o olhar do artilheiro do tanque que observa seus alvos através de uma mira. Cada um no tanque desempenha uma função como o piloto, o cara que reabastece e o comandante, mas o artilheiro que desempenha a pior função: a matança. É um moleque recém saído do treinamento que nunca matou ninguém e vê o horror da guerra na frente. O diretor nos coloca no lugar do próprio soldado, experimentando seus medos a todo o instante.

Além da violência que participa, o grupo de soldados dentro do tanque está totalmente por fora do que está acontecendo fora, não sabe aonde tem que ir, contra quem está guerreando, eles simplesmente obedecem às ordens vindas de um rádio e depois de um comandante da infantaria que tem mais informações, mas não repassa a eles. Os soldados rasos não precisam saber todos os objetivos das tropas, só precisam guerrear e saber para onde apontar o fuzil. Mas se formos pensar bem eles até tem razão. Caso forem pegos e subjugados, não poderão contar os segredos da tropa nem sob tortura já que não sabem realmente o que se deve fazer. Mas a falta de informação causa um vazio terrível de se sentir perdido em plena guerra e ser apenas uma marionete, um joguete nas mãos de um comandante que pode ou não saber o que está fazendo.

Na guerra não existe certo ou errado. Lá acontecem as piores atrocidades possíveis, coisas que desconhecemos aqui fora. Numa guerra eles estão protegidos pelo anonimato, estão dentro de uma grande bolha sem contato com o mundo exterior e só um objetivo importa: a derrota do inimigo. Civil são baixas aceitáveis. O desrespeito à integridade das pessoas acontece o tempo todo. É um choque mesmo pra quem nunca viu uma guerra assim tão próxima e o diretor é bem sucedido em transmitir o sentimento. Muito bom filme. Se estivéssemos na mostra de São Paulo, daria uma nota 4.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

007 Skyfall

Sempre somos reféns da expectativa produzida antes do fato. Se não temos nenhuma expectativa e recebemos um bom produto, ficamos felizes. Já se esperamos uma grande coisa e o que é mostrado não é tão legal quanto achávamos que fosse, consideramos ruim mesmo que seja bom. Gosto muito dos filmes do 007 e achei os últimos dois filmes com o novo ator Daniel Craig muito bons. A minha expectativa era alta. Eu achava que ele estaria no mesmo nível de Quantum of Solace, o último filme, mas que não conseguiria ser melhor que Cassino Royale, que foi um filme excelente. Ou seja, minha expectativa já era mais ou menos alta. Pois bem, o que eu encontrei foi um verdadeiro arrasa-quarteirão, um filmaço! Há muito tempo não vejo um filme de ação tão bom quanto o que eu vi nesta noite, impecável.

O diretor Sam Mendes subiu muito em meu conceito. Ele fez um grande filme que respeitou muito do que James Bond representa. Fotografia excelente, montagem, cenas de ação muito bem executadas. O filme é alucinante, tem ação do primeiro ao último minuto te deixando com o coração na mão o tempo inteiro. Não tem nenhuma cena desperdiçada, todas são importantes para o filme. Fiquei muito satisfeito com o resultado e vale o ingresso!

A história do Skyfall é a seguinte: um espião rouba um HD contendo o nome e os disfarces de todos os espiões britânicos espalhados no mundo. Com esta informação os bandidos podem localizar e eliminá-lo. James Bond é responsável por resgatar este HD. É a trama básica, mas claro que a história dá um milhão de voltas. Já ouvi falar que esta nova saga de Daniel Craig, diferente dos demais intérpretes do personagem, é um reboot. Então ele recriará todos aqueles personagens característicos da franquia original como o M, o Q, a Moneypenny, o carro Austin Martin e os mais tradicionais locais e gadgets que ele usa. É um resgate do Bond original numa roupa do século 21.

Uma das críticas que pode se fazer, não do filme que é perfeito, mas do personagem, é que ele hoje tem menos elementos do James Bond original de Sean Connery e do próprio Ian Fleming e é mais parecido com o Bourne do Matt Damon. É verdade, eu concordo. O Daniel Craig é bem diferente do estilo pomposo do Roger Moore ou do Pierce Brosnan. Pra mim ele é mais parecido com o Jack Bauer e com o próprio Bourne. Não é mais aquele engomadinho das festinhas de gala, apesar de ele fazer isto no filme atual. Ele é mais rústico.

A Bond girl é lindíssima. Bérénice Marlohe tem uma beleza misteriosa e exótica, ela deve ter certa descendência árabe pra dar um tom de pele mais queimadinho que a deixa muito sensual. Mas o mais chamativo é o olhar hipnotizante e penetrante. A conversa que ela tem com o Bond no cassino é muito boa, dá vontade de agarrá-la ali mesmo na hora.

Já Javier Bardem faz novamente um excelente vilão. O cara foi feito pra fazer vilão. Em uma parte do filme pensei que os roteiristas tinham recriado aquele vilão clássico de antigos filmes do 007, o jaws. O Javier Bardem é grandão e tem uma cara meio desproporcional, um pouco parecido com Richard Kiel que era feio pra cacete. Uma pena, mas não tem nada a ver. Criaram um novo personagem mesmo.

Não tem aquela abertura tradicional do Bond andando e dando um firo na câmera, mas na verdade nem senti falta viu. Foi até melhor pra não cortarem nenhuma cena das que viriam a seguir. E a música tema é cantada pela Adele que se saiu muito bem, mas ficou longe das melhores músicas dela. A Adele tem uma puta voz, poderia ter composto uma música que usasse seus dotes vocais pra deixar uma boa impressão. Não foi o caso, mas mesmo assim a música é boa. E a abertura que acompanha a música é excelente, acho que vai virar o clip dela. Enfim. É um filme que precisa ser visto. Precisa ser visto! É muito bom!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

A presença incômoda

Como envolve pessoas reais, devo mudar nomes e situações. Tem duas pessoas no serviço onde uma é minha amiga e a outra é uma pessoa desprezível da qual eu tive uma briga. A primeira é a Paloma e a segunda é o Alberto. Esse cara é uma pessoa bem arrogante que fazia pouco caso de todos até que as pessoas que ele tratava mal viraram as costas para ele. Pouco a pouco caiu a ficha e ele agora é todo bonzinho com novos funcionários que chegam e que não sabem de nada e é frio com os demais.

Tive dois sonhos com o mesmo fato em duas noites diferentes. No primeiro combinei de ir à praia com amigos e ele estava junto, para azar meu, sempre vigilante com aquela cara séria de ódio que guarda em relação aos antigos colegas, mas tratando com palavras neutras para não incitar brigas. Só a presença do Alberto já incomoda e causa desconforto, não se pode focar em nada que a gente sabe que lá atrás ele estará espiando e tomando notas mentais para serem usadas contra você. Um inimigo interno, um lobo com pele de ovelha tramando planos diabólicos e só você sabe o que esta ocorrendo. Os outros, bestas, se divertem na praia como se nada estivesse acontecendo.

Hoje tive quase o mesmo sonho, sendo que desta vez eu convidei apenas a Paloma para ir. Sem que tivesse tempo de avisar, a Paloma também convidou o Alberto para ir de modo público onde eu não poderia recusar na frente de todos e é claro que o cretino aceitou, sempre com aquela expressão de poker face do inferno. Lá vamos nós no carro descendo a imigrantes e rumo ao litoral paulista de carro, com chuva fraquinha quase um sereno e neblina, já prenunciando o péssimo final de semana que eu teria. Ele levou duas revistas para ler na viagem sendo que uma era sobre contabilidade, revista que acho que nem existe na vida real. Chegamos e percebemos que o quarto de entrada do apartamento está meio bagunçado. Então eu tentei melhorar um pouco guardando alguns objetos espalhados para que abrisse um pouco de espaço nos móbeis para guardarmos nossas mochilas. No primeiro lugar que abri espaço na estante, o Alberto já esticou o braço e colocou suas revistas em cima, começou minha tortura psicológica. Foi um ato simples, mas vindo de quem veio e já com um histórico de ódio, na hora já encarei como uma afronta. Paloma que estava junto, toda feliz, também estava procurando um lugar onde por as coisas e como ela é baixinha e só tinha espaço no topo da estante, eu a levantei pela cintura para por as coisas no topo. Ela se assustou e demos risada. Foi um momento alegre, o único, do sonho.

O sonho se seguiu dando saltos sem se ater a detalhes, mas sempre que íamos à praia conversando, lá estava ele vigiando com aquela cara séria de sem expressão como um morto ambulante, um zumbi, sem emitir nenhuma opinião e dando respostas neutras apenas quando era perguntado algo diretamente. Mas nunca invadindo um assunto nosso para participar da conversa. Parecia um policial que estava do lado e nós querendo cometer um delito. Deve ter sido um espírito bem incômodo que me visitou à noite, mas não sei se ele era ruim ou apenas estava me repreendendo por alguma atitude.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

50 anos a Mil - Lobão

Eu sabia que a vida do Lobão seria muito louca, por isso resolvi ler sua biografia, mas não sabia que o cara era tão autodestrutivo assim. No final cheguei à conclusão de que ele era o cara errado na hora certa e na situação certa. A sorte sempre sorriu pra ele e ele sempre mandou ela tomar no cu.

Sua vida musical começou quando entrou na banda de rock progressivo Vímana tocando bateria junto com Lulu Santos e Ritchie. Nomes que fariam bem mais sucesso solo anos depois. Patrick Moraz, tecladista do Yes e demitido da banda vem para o Brasil e decide convidar o Vímana para formar o Yes brasileiro. O Vímana era uma banda iniciante e independente atrás de uma gravadora e tinha recebido uma proposta para assinar um contrato com uma e gravar discos, mas com o convite do Moraz eles resolvem desistir do Vímana. Esta foi a primeira vez de muitas que o Lobão tomou más decisões na vida. Moraz trouxe um músico com ele e demitiu Lulu Santos e foi o fim definitivo da banda. O álbum nunca saiu.

Depois de recusar um ótimo contrato, o que era imprescindível para uma banda existir naquela época pré internet, a vida novamente lhe dá uma grande chance. Ele se junta com Evandro Mesquita e a Fernanda Abreu funda a banda Blitz, grava o primeiro disco e por motivos que são explicados no livro pede demissão e sai antes do grande sucesso que eles atingirão. Em seguida lança seu primeiro disco solo, o Cena de Cinema. Mas numa tarde em que tem divergências com os produtores da gravadora, ele resolve destruir a sala de um dos diretores. Como retaliação a gravadora retira todos os discos das prateleiras e coloca-o na geladeira. Mais uma vez ele da um chute na bunda da vida.

Por causa de diversos problemas pessoais ele tentou se matar pelo menos umas duas vezes, que eu me lembre agora depois de ler o livro. E este comportamento herdou de seus pais, pois tanto sua mãe como seu pai também se mataram em épocas e motivos diferentes. Sua mãe tem uma história muito louca, era bipolar e também tentava se matar de vez em quando. Tem uma história de um quase incesto entre eles que é apavorante. Lobão conta detalhes da sua vida que ninguém gostaria de escrever, são certos detalhes da sua infância que uma pessoa normal preferiria não relatar no livro e ocultar, mas ele conta, como por exemplo, uma briga que teve com seu pai onde chega a espancá-lo com sua guitarra na época.

Ele sempre teve uma personalidade explosiva, mas ao mesmo tempo é carismático fazendo alguns adorá-lo e outros odiá-lo. E ele alimentava esses sentimentos. Tanto é que foi condenado a 1 ano de prisão e passa alguns meses no xilindró, quando grava um dos álbuns de maior sucesso “Vida Bandida”.

O livro tem tantos detalhes e acontece tanta coisa importante para o rock nacional e para a própria indústria fonográfica que não dá pra contar tudo em um texto. Ele conta sobre a grande amizade que teve com Cazuza, coisa que foi excluída do filme, conta do plágio que vive tendo do Herbert Viana e também da guerra que travou (e ganhou) contra as gravadoras pela numeração dos CDs vendidos. Além disso, relata como foram os bastidores das gravações de 19 discos e o lançamento de uma revista para revelar 25 bandas iniciantes que fizeram sucesso depois. Ele sempre foi um cara ativo e que já deixou sua marca na música brasileira. Impossível deixar de falar sobre o que Lobão deixa de legado. Depois de ler o livro vou procurar ouvir cada cd que lançou e compará-lo com a época em que foi realizado, pois a cada cd ele estava passando por momentos muito conturbados em sua vida que refletiam em sua obra. Para ouvir bem um cd tem que ler o que se passava na época para ter um entendimento melhor da obra do artista. Se você quer ler uma biografia, este é o livro a ser lido.